Velejando no Vagabond
terça-feira, 23 de junho de 2015
Festa na Coroa
Entre Cabo de São Tomé e Búzios, tivemos pouco vento, o que nos obrigou a motorar. Pontos marcantes foi um pássaro negro que queria pousar em nosso cockpit a noite, sendo insistente....não vimos que espécie era, mas parecia uma Fragata.
Também avistamos a noite luzes azuis, com três luzes brancas embaixo que piscavam de forma intermitente pouco acima da linha d agua. Não consegui identificar o que poderia ser, e preferi me afastar o mais rápido possível.
Foi um trecho cansativo onde eu e o Igor nos revezamos no timão a cada duas horas, pois estávamos sem piloto automático. Agradeço muito o empenho do Igor, que foi indispensável nesta travessia com o Vagabond.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Chegamos velejando, com vento fraco.. Nosso plotter mostrava que na frente tínhamos um baixio, mas ainda poderíamos chegar mais perto.
Resolvi ligar o radio, e quase instantaneamente uma voz entrou....
- Veleiro próximo do banco norte de Caravelas, aqui é o Catamarã Sanuk, na escuta?
- Aqui é o Veleiro Vagabond, na escuta Sanuk.
- Vocês estão próximos a um banco de areia, e logo vão encalhar! O Comandante está preocupado.
- OK Sanuk, vamos tomar medidas para desviar, obrigado!
- Só um momento, o Comandante quer falar....
- Aqui é o Mauricio, Comandante do Sanuk, vocês vão ficar uns dias em Caravelas?
- Sim Mauricio.
- Então estão convidados a ficar em minha casa. Tenho poitas, água etc...São meus convidados.
E neste momento fizemos o primeiro contato com aquele que se tornou um bom amigo em Caravelas. O Mauricio tem uma empresa para operações de mergulho em Abrolhos e nos recebeu de forma extremamente cordial. Ficamos lá uma semana esperando uma frente que estava provocando vento forte.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
No caminho do Sul
Estamos em Santa Cruz de Cabrália, Santo André-BA. vencemos mais 90 milhas desde Ilhéus. Amanhã vamos para Caravelas, mais 90 milhas e ultimo ponto no Sul da Bahia, depois Espirito Santo. Caravelas~Vitória, 168 milhas trecho longo. Final deste velejada? Porto Alegre! Veleiro Vagabond curtindo o mar...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
9 nós em um Trinidad 37
Quando estava comprando o Vagabond a opinião dos velejadores era que este modelo é muito confortável, aderna pouco, muito seguro, mas um pouco lento....
Ontem este fantástico veleiro de cruzeiro mostrou a que veio para a nova tripulação, onde o Beto Biguá e o Campello, que são tradicionais regatistas da classe Micro Tonner, foram surpreendidos pelo desempenho do Vagabond na Baia de Todos os Santos quando passamos de forma consistente de 9 nós em vento de través.
Nossa velejada mais rápida, mesmo considerando a corrente favorável, em torno de 1 a 1,5 nós, o Vagabond mostrou uma velejada impecável.
Ontem este fantástico veleiro de cruzeiro mostrou a que veio para a nova tripulação, onde o Beto Biguá e o Campello, que são tradicionais regatistas da classe Micro Tonner, foram surpreendidos pelo desempenho do Vagabond na Baia de Todos os Santos quando passamos de forma consistente de 9 nós em vento de través.
Nossa velejada mais rápida, mesmo considerando a corrente favorável, em torno de 1 a 1,5 nós, o Vagabond mostrou uma velejada impecável.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Novas velejadas
Dia 06 recebi nova tripulação no Vagabond, o carismático Jacson Lumertz e o técnico, organizado e simpático Delmar Poisl, amigos do Sava Clube de Porto Alegre.
Nossa primeira velejada foi até Salinas de Dona Margarida, onde não desembarcamos, optamos por voltar a Itaparica e curtir o final de tarde lá.
Nosso retorno foi com um pirajá imprevisto, onde nos pegou de frente e fomos obrigados a baixar as velas e ligar o motor. Esta motorada foi um teste para o motor Volvo 2003, depois de um conserto em 1 vazamento de óleo, onde se comportou bem e dei como encerrado os reparos nele.
Na sequencia tivemos 2 dias de chuva, onde descobrimos as habilidades de Chef de cozinha do Jacson, com sua moqueca de Robalo, e massa com camarão, estavam ótimos!!
Delmar, vai lavar a louça!
Brincadeiras a parte, foram dias muito divertidos, até que botamos o Vagabond em rumo ao Tenab, centro de Salvador. Bela velejada com orça folgada, sem manobras até a aproximação. Lá dentro jogamos ferro e descemos para um relaxante banho.
Jantamos no pelourinho, onde falávamos sobre como é interessante chegar em salvador velejando.
Dia 11 tomamos rumo Morro de São Paulo. Velejada tranquila com vento de alheta, mar picado com ondas de 1 metro, sem stress.
O Jacson pegou 2 peixes que fizeram uma bela corrida, mas escaparam para frustração de todos, mas vamos lá!
Em Morro, fundeamos em Gamboa, e no dia seguinte nos despedimos do divertido Jacson e sua tradicional frase: É o que temos!!!
Eu e o Delmar descobrimos como é ruim dormir fundeado em Gamboa, com 2 dias que o veleiro não parava, com as ondas dos barcos comerciais e as ondas do mar que entram de Nordeste. Na terceira noite fomos para o outro lado e ancoramos em um local bem protegido, exatamente em frente a Gamboa. Dormimos muito bem nesta noite.
Retornamos a Salvador com contra vento, bela velejada com rumo direto a Itaparica, navegação de 9 horas totais. Muito bom....média de 5 nós no Vagabond.
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