domingo, 28 de dezembro de 2014

A poita

No Rio Grande do Sul, onde moro, os Clubes náuticos não utilizam poitas. 
A poita é um recurso importante para fundeio de barcos, sendo muito utilizado em todo Brasil e no mundo. 
Em Salvador elas são feitas de blocos de concreto, de forma piramidal, com aproximadamente 500 kgs.
Acredito que este recurso pode ser utilizado no Rio Grande, onde os ventos fortes de Oeste e Nordeste assustam velejadores, e assim suspeitam da eficiência deste recurso de fundeio.
Há necessidade de experimentarmos poitas no Rio Guaíba, e aferir sua eficiência nestas águas. até quanto de vento ela suporta, e qual peso da embarcação? Bem, eu pretendo fazer testes com este sistema. Vamos ver no que dá...

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Salvador, passagem de cruzeiristas de todo mundo

Salvador é uma cidade importante para o velejador. Não só pelo fato de ter um bom clima e vento constante, mas pelos encontros com pessoas afins do meio náutico.
Você pode estar lendo o livro do Aleixo Belov, e ver seu barco, o Tres Marias no trapiche, próximo a você.
Em Itaparica, você tem um veleiro Alemão atrás, um Suíço ao lado, e mais atrás, um Austríaco!
É preciso sentir isto, apreciar, e aprender!
Na Ribeira, no Pier Salvador, podemos ver incontáveis escritas de velejadores de todo mundo que por aqui passam e deixam seu registro.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Veleiro Orca

Belo veleiro Sueco que estava no Iate Clube de Aratu. Comprado em um leilão, foi para São Paulo....

O outro lado das velejadas

Chegando a Salvador no final de Outubro, passei alguns dias envolvido em reparos no veleiro, alguns que estavam previstos, outros não. Foram dias de espera e onde acima de tudo temos que ter paciência. Vamos riscando a lista de afazeres, na esperança de não entrar itens novos na lista.
Após este período, recebi meus amigos de Porto Alegre para navegarmos na Baia de Todos os Santos, sendo que alguns itens ainda ficaram pendentes, e outros se apresentaram, como um vazamento de água no motor que nos fez velejar com cuidado para não aquecê-lo.
Reparos e consertos em barcos são corriqueiros, ainda mais quando  barco estava a muito tempo sem manutenção, como o Vagabond.
Bom é ver as coisas sendo resolvidas, sendo restauradas e ficando operacionais...tecido transparente do dog house novo, vazamento resolvido, velas restauradas, etc....
Hoje, depois das velejadas com os amigos, passo outro período destes, com nova lista, com pendências anteriores e outras novas. Felizmente não são coisas sérias, mas são pendências que te seguram no trapiche, muitas vezes esperando a boa vontade e profissionalismo de terceiros, situação que muitas vezes nos decepciona.
O velejador mesmo que não queira, se torna um expert em quase tudo que se refere ao barco. Por gosto, ou por necessidade, os velejadores de cruzeiro em algum momento terão que colocar a mão, e não mais aguardar a mão de obra que muitas vezes não existe. Melhor assim.... tanto para seu conhecimento, quanto para seu bolso.
Na navegação a vela, como em tudo na vida, temos o bom, e o ruim. Alegrias e tristezas, sendo que o bom senso e a confiança regulam estes sentimentos opostos, equilibrando nossa alma.
Há que se pensar que tudo na vida é assim, usar e reparar! Talvez não saibamos usar em outras coisas, que talvez seja muito necessário esta regulagem.
Um exemplo são os relacionamentos, será que tudo é bom...tudo é navegar? Ou será que também necessita parar e ajustar, regular....mas quem quer saber disto? Só se quer o melhor das coisas, a parte chata ninguém quer e se questiona se deve ser feito.
A vida é sempre assim, navegar e reparar, yin e yang. Temos que saber se equilibrar nestes opostos.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Mostra interna do Vagabond

Dia 18/01/2014, dia chuvoso, aproveito para ler e fazer este pequeno vídeo do Veleiro Vagabond

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Cockpit central



Há muitos velejadores apaixonados pelo Cockpit central, como dos Trinidad 37. Aqui no Iate Clube de Aratu o Mon Bien, um belo veleiro de 44 pés com Cockpit central mostra sua robustez, espaço, e segurança. Estes itens fundamentais ao velejador de cruzeiro é oferecido pelos veleiros de Cockpit central.que quase nunca é invadido pelas ondas, sejam pela proa ou popa. Alguns querem velocidade, outros segurança e conforto, e neste caso estes veleiros são uma bela opção.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A.R.A. Libertad

Tinha estas fotos da Fragata escola Argentina ARA Libertad que esteve em Salvador final de Agosto. Muito bonita, surpreende pelo tamanho e detalhes de organização.






Navios de Turismo

Salvador é uma parada obrigatória aos grandes navios de turismo. Os motivos são vários, mas poderia citar como principais: Local bonito, parada próxima a pontos turísticos como o mercado publico, pelourinho, etc..., clima muito bom, entre outros.
Mas quando estava caminhando nas proximidades do navio, me surpreendi com a grande quantidade de pessoas na terceira idade que participam destes cruzeiros. Muito bom, quer dizer que as pessoas com mais idade estão curtindo.
Mas me pergunto também....por que?
Será que somente pessoas com mais idade gostam de navios?
Ou....
As pessoas passam suas vidas sem curtir, viajar e querem aproveitar antes que a vida termine?
Os casais estão se dando um presente, talvez como aniversário de bodas de ouro ou algo semelhante?
Querem tirar o atrasado?
Só faltou fazer isto, o resto já fizeram?
Sei lá, mas é de se pensar....
este mercado de turismo se dá por motivos que a configuração de nossa sociedade permite.
parece que as pessoas ficaram em dividas consigo e estão em busca de um resgate. As vezes um resgate tardio, pois muitos já foram e nem tiveram tempo para uma navegação pelo oceano.
Mas não deveríamos viajar antes? Ou pessoas mais novas não gostam de navios? Será que não tem Wi-Fi?
Somente para reflexão!
Não vamos deixar para o final o que é bom fazer na vida cedo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Madre de Deus



Ilha Madre de Deus, na Baia de Todos os Santos, um lugar a ser apreciado. Já nos dá boas vindas com esta belíssima igreja na beira do mar. Em cantos mais escondidos, as Saveiros tradicionais da Bahia se preparam para mais um dia de trabalho. E o Vagabond por lá, registrando estas imagens cedidas pelo fiel primeiro imediato José Antônio Camaratta.

Um Anjo?

Bem, quando comprei meu primeiro veleiro, o Mar de Dentro, aconteceu algo interessante na minha primeira velejada com o antigo proprietário Marcio e mais um amigo, o Tomé: fomos surpreendidos com a presença de um pombo.Este logo na saída do clube entrou na cabine do barco e somente saiu ao término do passeio, no retorno ao clube. Agora com o  Vagabond aconteceu algo semelhante, este pássaro pousou no tope do mastro e ficou quase toda velejada lá, assistindo o passeio. Eu sei que não são raros estas companhias em veleiros, mas se tratando de que nos dois casos foram na compra de barco novo, e sempre na primeira velejada, me faz pensar....serão anjos? Espero que sim, mesmo se forem somente um pássaro, acredito ser sinal de boa sorte.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Solitário

Hoje fiz a estréia com o Vagabond em solitário. Foi de Itaparica ao Iate Clube de Aratu. Um desafio que foi marcado por um contra vento de 12 a 15 nós. Cambei apenas duas vezes, e não houve dificuldades nas manobras. Velejada tranquila onde o Vagabond me deixava sair do timão para beber, ou fazer outra atividade sem usar piloto automático. No canal de Aratu, com vento de cara, liguei motor pois cambar 25  vezes seria demais. Saindo do canal, novamente vela até o Iate Clube...Minhas maiores dificuldades foram a retirada da Ancora em Itaparica e caçar a poita em Aratu, com sucesso na terceira tentativa. No mais, hoje ganhei o certificado do Veleiro em navegação Solo.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Corrida de Saveiros




Aconteceu neste Domingo, dia 07, uma tradicional CORRIDA DE SAVEIROS com saída em Itaparica. Muito interessante ver estes barcos em ação, com um patilhão para manter orça, , mastros de 8 metros, 8 tripulantes e trapézio para fazer bordo. O evento acontecia junto com o campeonato Bahiano de Vela de Oceano, com uma diferença: enquanto os veleiros modernos panejavam m um mar sem vento, os Saveiros saíram mais tarde, em uma hora de vento melhor. É o conhecimento e a tradição que fazem destes navegadores experts em ventos, marés e vela. Notei também muitos rituais, bom astral e companheirismo nestes velejadores.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Campeonato Bahiano de Vela de Oceano

Hoje estou em Itaparica-BA onde está acontecendo o Campeonato Bahiano de vela de oceano nos dias 6, 7 e 8 de Dezembro. Presença do Veleiro Bola 7, um Hanse 575. A imagem fala por si....

Curiosa forma de pintar o casco



Em Itaparica assisti a foma curiosa que o Comandante Armando do Trinidad 37 Excalibur pintava seu casco.Escorado em um muro, preso pela adriça da mestre em um coqueiro, com 3 pneus para proteção, o Comandante esperou a maré baixar, pintou seu casco, e na entrada da maré alta seu trabalho já estava concluído. Sem guinchos guindastes etc....Muito eficiente!

Morro de São Paulo e Gamboa



Distante 30 milhas do Farol de Salvador em sentido sul, Morro de São Paulo é um dos locais mais procurados pelos turistas e moradores de Salvador e arredores. Para o velejador, a visão do Morro é fácil já pela metade do trajeto desde Salvador. Na entrada, deixamos o Morro a Bombordo e já podemos ver o trapiche de desembarque com vários barcos que fazem translado para vários locais. Um velejador de Gamboa se referiu a Morro de S. Paulo como " A Babilônia", e realmente temos esta impressão ao desembarcarmos com uma lancha comercial após deixarmos o Vagabond em Gamboa. Um portão de entrada impressiona logo na chegada. Em suas ruas muitos turistas apreciam a grande quantidade de lojas, restaurantes e sorveterias. Minha impressão é de um Shopping a céu aberto onde adoradores do consumo vão encontrar um oásis com muitas opções. Mais adiante, subindo e descendo ladeiras, encontramos praias muio bonitas com bares e piscinas entre recifes e pedras e corais. Vale a pena conhecer Morro de São Paulo pelas suas praias e água limpa.
Passando Morro de São Paulo, vemos um local onde houve um deslizamento, ficando exposto uma argila que chega até o mar. Esta argila é considerada medicinal para a pele, assim é uma parada certa para turistas em busca de um esfoliante natural.
Seguindo adiante, chegamos em Gamboa, onde tem uma quantidade muito grande de poitas e barcos ancorados. Considerei este lugar como o mais técnico e complicado lugar para fundear. Os ventos e as correntes brigam e os barcos não ficam alinhados pelo vento ou pela corrente, eles chegam a ficar em sentidos contrários, um obedecendo o vento, outro ao lado obedecendo a corrente. No mesmo dia tive 2 problemas neste fundeio, sendo que em uma das vezes a popa de uma escuna bateu na popa do Vagabond jogando nossa boia para a água. Há de se ter muito cuidado com fundeio em Gamboa.
A dificuldade de fundeio é compensada pelo local muito bonito, povo hospitaleiro e uma cidade muito simpática. Ficamos com uma ótima impressão deste local, e me deixou com vontade de voltar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Tenab- Terminal Náutico da Bahia

O Vagabond pernoitou duas vezes nesta semana no TENAB- Terminal Náutico a Bahia. Na primeira vez escolhemos o local pela proximidade com Mar aberto, pois no outro dia velejamos para Morro de São Paulo, distante 30 milhas do Farol da Barra. Neste caso, o Tenab nos atendeu muito bem, ficamos em uma poita de um barco que nos informaram que não aparecia a muito tempo. Desta forma, somente pagamos uma taxa de desembarque de R$ 20,00 com direito a banho quente, local abrigado e na frente do elevador Lacerda e do Mercado púbico. É uma forma de chegar literalmente ao centro de Salvador de veleiro, com direito a passeio no pelourinho e curtir a batucada do Olodum.
Para parar no trapiche o custo é maior, e a atracação é mais técnica, onde o barco encosta de popa e precisa fincar ancora na proa para manter o barco estável, em linha reta.
No retorno de Morro de São Paulo repetimos o pernoite, e novamente ficamos satisfeitos com a escolha.
Há! Muita atenção na aproximação que tem muitos navios, escunas, lanchas, etc...não dá para bobear que passam por cima.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

De volta

Nosso blog ficou um período sem novas postagens por conta de imprevistos e navegadas que demos para Morro de São Paulo, Ilha do Medo, Salinas aos quais tivemos dificuldade de acesso a internet e telefonia. Estarei nos próximos dias contado estas velejadas e as situações inusitadas e curiosas que passamos. Uma conto agora......
Meu grande amigo José Antônio Camaratta fez o que alguns diriam ser impossível: estava pescando com carretilha de espera no veleiro e pescou a própria camisa que caiu do veleiro sem que ele visse! Já imaginaram  a probabilidade estatística de isto acontecer??? Uma camisa cai e prende em um anzol a 70 metros de distância do barco!!!!
Bem, estas e outras serão contadas na sequência, aguardem.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Baia de Todos os Santos, primeiras impressões

Falando em navegação a vela, a Baia de Todos os Santos é um dos melhores, senão o melhor local para velejar no Brasil. Com vento regular de boa intensidade, abrigado de grandes ondas e com diversas opções de fundeio, seria perfeito se a água fosse clara e de temperatura agradável....e É! Sendo assim, não há o que um velejador possa reclamar deste local maravilhoso.                                                                             Encontrei velejadores que gostam de mar aberto, sem ver terra a vista, gostam de adrenalina, e para estes a Baia de t. os Santos pode ser um pouco monótona. Para estes, pode ser pequena justamente por ter limites.Há velejadores que não gostam de limites, de fronteiras, e o mar aberto é sua melhor opção.
Minhas primeiras impressões são de um local de muitas possibilidades, onde podemos navegar de dia e fundear em um local bonito e passar uma noite tranquila.
Naveguei bastante no Rio Guaíba e Lagoa dos Patos-RS e vejo algumas singularidades entre estes locais e a Baia de Todos os Santos. Nos dois locais a variação de profundidades é grande, sendo que na Bahia temos locais bem mais profundos que no Rio Grande do Sul. 
Há uma variação da maré muito acentuada em Todos os Santos, com mais de 2 metros o que representa um perigo para fundeio mal escolhido. No Rio Guaíba não temos diferença de maré, sendo este mais suscetível aos ventos que se vindos de sul podem segurar a vazão e aumentar o nível do Rio.
Acabei falando uma frase que ficou interessante para definir a navegação a vela nestes dois locais: É tudo igual diferente!

domingo, 16 de novembro de 2014

Ajustes, mas quem não se ajusta???

Nesta semana navegamos na Baia de Todos os Santos, com primeira parada em Itaparica, depois Madre de Deus, Ilha dos Frades, retorno a Itaparica e excelente navegada final até o Iate Clube Aratu. Tivemos que administrar este cruzeiro, pois nosso motor apresentou um vazamento no sistema de refrigeração, o que nos obrigava a usa-lo somente para manobras curtas. Utilizamos assim ao máximo nosso conhecimento em velejar, procurando evitar o motor. Cabe ressaltar que barcos estão sujeitos a ajustes como tudo construído pelo homem, sendo ele mesmo um ser que necessita de ajustes. Já naveguei em barcos novos que em cada cruzeiro algo necessitava de ajustes ou reparos. Assim é! Cabe ao velejador entender e também se ajustar as ocorrências.
Nesta semana devemos corrigir este problema e voltar as velejadas, sempre atento aos sinais que o veleiro demonstra de seus talentos e seus pontos fracos, ou pontos de ajustes.

Ilha de Itaparica e suas belezas




quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vagabond em Itaparica

Chegamos em Itaparica com dia bonito, em uma excelente velejada. Local de águas limpas onde no trapiche podemos ver diversas espécies de peixes, inclusive barracudas. Já fizemos amizades com Franceses, Argentinos e Austríacos velejando por este mundo! O Austríaco tem um trimarã que fez a travessia da Africa ao Brasil em 9 dias com melhor passagem de 421 milhas em 24 hs. Um foguete! Com 14 travessias do Atlântico ele foi de Salvador a Ilha Grande em 3 dias.... Impressionante, um grande navegador com muito conhecimento.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Grupo de amigos do Sava Clube

Chegou um grupo de amigos do meu Clube em Porto Alegre,o Sava Clube . Da esquerda para direita Tomé Moreira, José Camaratta, eu e o Richard Granada. Nos próximos dias vamos velejar na Bahia de Todos os Santos para conhecer o Veleiro e os locais.

sábado, 8 de novembro de 2014

Se mexeu

Hoje, já com ajuda de meus amigos do Sava Clube: Richard, Camaratta e Tomé, encostamos o Vagabond para abastecer de água e diesel. Amanhã devemos dar nossa primeira velejada para sentir o barco.Vamos botar o veleiro no trabalho....

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Veleiro ou ecossistema



Este Velamar 32 ficou 3 anos sem sair da água para limpeza do fundo, olhem como ficou.....
Perderam muitos seres marinhos que faziam dele seu habitat, reparem na rabeta o tamanha da algas por perto. Tinham caranguejos que se perguntaram....ops o que aconteceu com nosso lar? Será uma seca?
Mas é isto ai, fica o registro para quem nunca viu.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Mais um dia se foi

Na ampulheta da vida, onde corre a areia que se chama tempo, mais um dia se foi. Um dia cheio, rodando muito de ônibus para resolver pendências no Vagabond. 
O que se falar sobre as situações da vida? Não há o que se falar sobre elas, elas simplesmente são....o que podemos mudar é a forma que as encaramos e um caminho as suas soluções.
vejo que o tamanho do monstro que vive dentro de nós é proporcional a lente de aumento de nossa mente. 
Há de se apaziguar este monstro, deixando-o em seu devido lugar, e não criarmos tempestades em copos de água.
Neste dia que se foi, vi que monstros se apaziguam e temos o poder de encarar a vida da forma que resolvermos. Tem algo lá, uma chave de controle que seleciona o modo de encarar as coisas, e você tem este controle remoto....

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Em andamento

Hoje as velas a e capotaria vieram do conserto. Ficou bom, agora o Vagabond é um veleiro!  Falta instalar o Gps/sonar Lowrance Elite 5, fazer o reparo do sanitário, trocar a bucha do eixo no pé de galinha, dar mais uma lavada, e.....bem espero que termine por aqui.
Ontem estava lendo Aleixo Belov em seu livro A busca do Oriente, e percebi semelhanças em minhas emoções e sentimentos com as dele em seu início de jornada, claro que nas devidas proporções. Mas sentimentos brotam de uma situação, e esta é semelhante.
A mistura de planejamento, coisas a serem resolvidas e algumas preocupações, neste momento não me fazem brotar aquela felicidade que esperamos quando estamos realizando um sonho pessoal. Há algo dentro de nós, ligado a ligações com família, amigos, cidade que vivemos, minhas filhas, meu amores passados que volta e meia formam uma mistura de bolo meio confuso e de sabor estranho. 
De um lado aquilo que tanto queremos, de outro, nossas raízes e algo dentro de nós que não quer esquecer.
Ainda mais sozinho, estes sentimentos são algumas vezes conflitantes, nos pedindo a rever nossos laços e de certa forma nos bloquear.
Mas sei que é um momento, uma vez que não abandonei raiz nenhuma, apenas dei uma pausa para resolver algo que mora dentro de mim, e que me consumia com uma cobrança para realizar-se que estava virando angustia. Temos algo que nos chama a uma situação, e na verdade, não entendemos por que deste impeto. A vida me dirá, assim como me respondeu muitas perguntas que não sabia da resposta até um dia ela se apresentar.
Uma coisa de cada vez, e agora é o projeto Bahia, depois é depois. 
Que venham meus amigos semana que vem, vamos velejar por esta  Baia de Todos os Santos!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Foto Aratu Iate Clube

Nesta foto vemos o Aratu Iate Clube com maré baixa. Os trapiches são flutuantes, como em todos clubes e marinas que conheci nesta região.

domingo, 26 de outubro de 2014

Salvador, velejadores de todo mundo.....

Interessante ver veleiros de vários países que passam em Salvador. Nas fotos, um veleiro da Austrália abastecendo no Iate Clube de Aratu, Os veleiros de final de semana são muito diferentes daqueles forjados no meio de grandes ondas. O que pode parecer velho, ou mal conservado, na verdade é a imagem do verdadeiro navegador transoceânico, e a figura que surge lá de dentro então....quase dois metros de altura, cabelos brancos, caminhar estranho, parece que desaprendeu a andar em terra firme. São com certeza pessoas especiais, com conhecimentos e vivências de poucos neste mundo


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A Hora mais silenciosa

Dia 24 de Outubro de 2014. Iate Clube de Aratu, 22:06 hrs. 
Depois de um dia voltado a organização do Veleiro, onde pela manhã peguei um engarrafamento forte para comprar o rotor da rabeta do motor para o bote de apoio, estou sozinho nas mesas do restaurante do Iate Clube de Aratu. O trabalho de selecionar o que vai fora e o que pode ser aproveitado é cansativa. Todo barco, de proa a popa está sendo visto, cada paiol cada ferramenta está sendo colocada em um local adequado. A vistoria de todas peças, cabos, ferramentas é essencial para conhecer o veleiro. Tudo que você necessitará tem que estar em sua cabeça, de forma organizada. 
Mas agora é noite, e estou em minha hora mais silenciosa. Ao longe escuto sons de sapos, grilos, água caindo de algum lugar que não sei qual é.
Estar longe de onde vivemos, das pessoas que amamos, das filhas, da família, dos amigos, e estar assim sozinho nos remete a pensamentos filosóficos. 
Somos um ser único, solitário, nascemos sós e morremos sós. Ao longo de nossas vidas temos ligações com pessoas e situações que muitas vezes nos fazem dependentes, apegados e carentes.  Gostaria muito de crer que as ligações entre pessoas fossem amor, um amor verdadeiro, e não necessidade, onde dois seres se unem para suprimir suas deficiências. Não me isento destas nuances da vida, que parece atacar as pessoas em algum momento. Mas tenho certeza que muitas ligações são verdadeiras e reais. Amor não pode ser confundido com carência.
Mas velejadores muitas vezes sentem necessidade de estarem sós, não conhecemos este termo: velejador solitário! Significaria uma necessidade de ser auto suficiente? Seria uma prova de que é capaz sozinho? Seria uma vontade de conversar consigo, e com tudo? Como com peixes e com o mar? 
Estar sozinho é se deparar consigo mesmo, com seus medos e anseios, sem a máscara e as maquiagens que a sociedade nos oferece para nos escondermos de nós mesmos. Na maquiagem das relações muitas vezes falsas, escondemos o medo de dormir sozinho, de ter que se ouvir. Escutar qualquer coisa nos diverte e entretêm, como ir a um cinema.
Mas quem pode se entreter consigo mesmo? Quem é auto suficiente em seus medos?
Dormindo em meu barco, sozinho, sem televisão, ao apagar a luz, eu sou meu! Lido com meus medos e me equilibro nas minhas certezas. Os medos e bloqueios se vão quando os encaramos, mas quem está pronto para os encarar?
O navegador solitário está sendo imunizado das doenças da vida moderna sendo ele mesmo, funcionando como uma vacina com efeitos colaterais, mas que passam, e as doenças também....
Contribuo assim para uma visão pessoal sobre estar solitário e velejador solitário, mas deixo claro que o Vagabond é um barco social, e todos são bem vindos. Sou social, como sou solitário, yin e yang....opostos se complementam!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Botando a casa em ordem



Hoje foi um dia produtivo. As velas e a capotaria foram para conserto, o motor de popa está sendo revisado e já tenho em vista um bote de apoio usado da marca REMAR, Passei quase toda tarde dando uma olhada geral no que o barco tem, e colocando fora alguns itens velhos.