Hoje as velas a e capotaria vieram do conserto. Ficou bom, agora o Vagabond é um veleiro! Falta instalar o Gps/sonar Lowrance Elite 5, fazer o reparo do sanitário, trocar a bucha do eixo no pé de galinha, dar mais uma lavada, e.....bem espero que termine por aqui.
Ontem estava lendo Aleixo Belov em seu livro A busca do Oriente, e percebi semelhanças em minhas emoções e sentimentos com as dele em seu início de jornada, claro que nas devidas proporções. Mas sentimentos brotam de uma situação, e esta é semelhante.
A mistura de planejamento, coisas a serem resolvidas e algumas preocupações, neste momento não me fazem brotar aquela felicidade que esperamos quando estamos realizando um sonho pessoal. Há algo dentro de nós, ligado a ligações com família, amigos, cidade que vivemos, minhas filhas, meu amores passados que volta e meia formam uma mistura de bolo meio confuso e de sabor estranho.
De um lado aquilo que tanto queremos, de outro, nossas raízes e algo dentro de nós que não quer esquecer.
Ainda mais sozinho, estes sentimentos são algumas vezes conflitantes, nos pedindo a rever nossos laços e de certa forma nos bloquear.
Mas sei que é um momento, uma vez que não abandonei raiz nenhuma, apenas dei uma pausa para resolver algo que mora dentro de mim, e que me consumia com uma cobrança para realizar-se que estava virando angustia. Temos algo que nos chama a uma situação, e na verdade, não entendemos por que deste impeto. A vida me dirá, assim como me respondeu muitas perguntas que não sabia da resposta até um dia ela se apresentar.
Uma coisa de cada vez, e agora é o projeto Bahia, depois é depois.
Que venham meus amigos semana que vem, vamos velejar por esta Baia de Todos os Santos!
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Foto Aratu Iate Clube
Nesta foto vemos o Aratu Iate Clube com maré baixa. Os trapiches são flutuantes, como em todos clubes e marinas que conheci nesta região.
domingo, 26 de outubro de 2014
Salvador, velejadores de todo mundo.....
Interessante ver veleiros de vários países que passam em Salvador. Nas fotos, um veleiro da Austrália abastecendo no Iate Clube de Aratu, Os veleiros de final de semana são muito diferentes daqueles forjados no meio de grandes ondas. O que pode parecer velho, ou mal conservado, na verdade é a imagem do verdadeiro navegador transoceânico, e a figura que surge lá de dentro então....quase dois metros de altura, cabelos brancos, caminhar estranho, parece que desaprendeu a andar em terra firme. São com certeza pessoas especiais, com conhecimentos e vivências de poucos neste mundo
sábado, 25 de outubro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
A Hora mais silenciosa
Dia 24 de Outubro de 2014. Iate Clube de Aratu, 22:06 hrs.
Depois de um dia voltado a organização do Veleiro, onde pela manhã peguei um engarrafamento forte para comprar o rotor da rabeta do motor para o bote de apoio, estou sozinho nas mesas do restaurante do Iate Clube de Aratu. O trabalho de selecionar o que vai fora e o que pode ser aproveitado é cansativa. Todo barco, de proa a popa está sendo visto, cada paiol cada ferramenta está sendo colocada em um local adequado. A vistoria de todas peças, cabos, ferramentas é essencial para conhecer o veleiro. Tudo que você necessitará tem que estar em sua cabeça, de forma organizada.
Mas agora é noite, e estou em minha hora mais silenciosa. Ao longe escuto sons de sapos, grilos, água caindo de algum lugar que não sei qual é.
Estar longe de onde vivemos, das pessoas que amamos, das filhas, da família, dos amigos, e estar assim sozinho nos remete a pensamentos filosóficos.
Somos um ser único, solitário, nascemos sós e morremos sós. Ao longo de nossas vidas temos ligações com pessoas e situações que muitas vezes nos fazem dependentes, apegados e carentes. Gostaria muito de crer que as ligações entre pessoas fossem amor, um amor verdadeiro, e não necessidade, onde dois seres se unem para suprimir suas deficiências. Não me isento destas nuances da vida, que parece atacar as pessoas em algum momento. Mas tenho certeza que muitas ligações são verdadeiras e reais. Amor não pode ser confundido com carência.
Mas velejadores muitas vezes sentem necessidade de estarem sós, não conhecemos este termo: velejador solitário! Significaria uma necessidade de ser auto suficiente? Seria uma prova de que é capaz sozinho? Seria uma vontade de conversar consigo, e com tudo? Como com peixes e com o mar?
Estar sozinho é se deparar consigo mesmo, com seus medos e anseios, sem a máscara e as maquiagens que a sociedade nos oferece para nos escondermos de nós mesmos. Na maquiagem das relações muitas vezes falsas, escondemos o medo de dormir sozinho, de ter que se ouvir. Escutar qualquer coisa nos diverte e entretêm, como ir a um cinema.
Mas quem pode se entreter consigo mesmo? Quem é auto suficiente em seus medos?
Dormindo em meu barco, sozinho, sem televisão, ao apagar a luz, eu sou meu! Lido com meus medos e me equilibro nas minhas certezas. Os medos e bloqueios se vão quando os encaramos, mas quem está pronto para os encarar?
O navegador solitário está sendo imunizado das doenças da vida moderna sendo ele mesmo, funcionando como uma vacina com efeitos colaterais, mas que passam, e as doenças também....
Contribuo assim para uma visão pessoal sobre estar solitário e velejador solitário, mas deixo claro que o Vagabond é um barco social, e todos são bem vindos. Sou social, como sou solitário, yin e yang....opostos se complementam!
Depois de um dia voltado a organização do Veleiro, onde pela manhã peguei um engarrafamento forte para comprar o rotor da rabeta do motor para o bote de apoio, estou sozinho nas mesas do restaurante do Iate Clube de Aratu. O trabalho de selecionar o que vai fora e o que pode ser aproveitado é cansativa. Todo barco, de proa a popa está sendo visto, cada paiol cada ferramenta está sendo colocada em um local adequado. A vistoria de todas peças, cabos, ferramentas é essencial para conhecer o veleiro. Tudo que você necessitará tem que estar em sua cabeça, de forma organizada.
Mas agora é noite, e estou em minha hora mais silenciosa. Ao longe escuto sons de sapos, grilos, água caindo de algum lugar que não sei qual é.
Estar longe de onde vivemos, das pessoas que amamos, das filhas, da família, dos amigos, e estar assim sozinho nos remete a pensamentos filosóficos.
Somos um ser único, solitário, nascemos sós e morremos sós. Ao longo de nossas vidas temos ligações com pessoas e situações que muitas vezes nos fazem dependentes, apegados e carentes. Gostaria muito de crer que as ligações entre pessoas fossem amor, um amor verdadeiro, e não necessidade, onde dois seres se unem para suprimir suas deficiências. Não me isento destas nuances da vida, que parece atacar as pessoas em algum momento. Mas tenho certeza que muitas ligações são verdadeiras e reais. Amor não pode ser confundido com carência.
Mas velejadores muitas vezes sentem necessidade de estarem sós, não conhecemos este termo: velejador solitário! Significaria uma necessidade de ser auto suficiente? Seria uma prova de que é capaz sozinho? Seria uma vontade de conversar consigo, e com tudo? Como com peixes e com o mar?
Estar sozinho é se deparar consigo mesmo, com seus medos e anseios, sem a máscara e as maquiagens que a sociedade nos oferece para nos escondermos de nós mesmos. Na maquiagem das relações muitas vezes falsas, escondemos o medo de dormir sozinho, de ter que se ouvir. Escutar qualquer coisa nos diverte e entretêm, como ir a um cinema.
Mas quem pode se entreter consigo mesmo? Quem é auto suficiente em seus medos?
Dormindo em meu barco, sozinho, sem televisão, ao apagar a luz, eu sou meu! Lido com meus medos e me equilibro nas minhas certezas. Os medos e bloqueios se vão quando os encaramos, mas quem está pronto para os encarar?
O navegador solitário está sendo imunizado das doenças da vida moderna sendo ele mesmo, funcionando como uma vacina com efeitos colaterais, mas que passam, e as doenças também....
Contribuo assim para uma visão pessoal sobre estar solitário e velejador solitário, mas deixo claro que o Vagabond é um barco social, e todos são bem vindos. Sou social, como sou solitário, yin e yang....opostos se complementam!
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Botando a casa em ordem
Hoje foi um dia produtivo. As velas e a capotaria foram para conserto, o motor de popa está sendo revisado e já tenho em vista um bote de apoio usado da marca REMAR, Passei quase toda tarde dando uma olhada geral no que o barco tem, e colocando fora alguns itens velhos.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Conversando com o Vagabond
Depois de uma viagem cansativa, estou de volta a Salvador. Dia bonito, cheiro de água salgada e vento constante....me sinto muito bem por aqui! Como cheguei tarde, logo fui para o Vagabond dar uma olhada em como estão as coisas, se estavam como deveriam estar.
Me surpreendi com o novo visual...oVeleiro está limpo! o Vagabond depois de muito tempo parado estava voltando a ter o charme que o Comandante Rolim o mantinha.
Passo esta primeira noite dando uma olhada geral, abrindo todas as gavetas, armários, etc...
A madrugada foi um pouco agitada, sonhei que estava conversando com o barco, um sonho em que argumentava com o Veleiro que seria uma boa ideia nossa parceria! ...........Pois é Vagabond, estou aqui para ser seu companheiro, estamos juntos!!!!
Interessante, os velejadores acreditam que os barcos tem vida própria, com personalidade e pontos de vista próprios. Acredito que sim, pois com o Mar de Dentro (meu Bruma 19), eu percebia como estava seu humor só de olhar para o barco. Na maioria das vezes estava bem, mas se eu levava muito tempo para colocá-lo em um vento forte ou em uma aventura, ficava brabo!! Ele gosta de velejadas com emoção....
Percebi agora que não será diferente com o Vagabond, um barco com personalidade forte e gostos apurados.
Antes desta postagem, deitei no Vagabond já a noite, e conversei com ele:
¨Veleiro Vagabond, estou aqui para ser seu companheiro, seu novo comandante e amigo. Juntos vamos fazer grandes e lindas velejadas. Você não irá mais ficar aqui parado, vai voltar para o mar aberto e sentir o vento e as ondas que tem por lá. Você precisa de mim, assim como preciso de você. Trocaremos energias, e eu serei um pouco de você, e você será um pouco eu! Precisamos entrar neste acordo, e sei que será benéfico para ambos...entrei em sua vida te comprando, com dinheiro, agora entro na tua vida espiritual te pedindo aceitação a esta parceria, juntos seremos mais felizes, Tá certo, Vagabond???? Creio que no meio do silêncio pode ser ouvido: Tá certo, Luis....vamos velejar!!!
Me surpreendi com o novo visual...oVeleiro está limpo! o Vagabond depois de muito tempo parado estava voltando a ter o charme que o Comandante Rolim o mantinha.
Passo esta primeira noite dando uma olhada geral, abrindo todas as gavetas, armários, etc...
A madrugada foi um pouco agitada, sonhei que estava conversando com o barco, um sonho em que argumentava com o Veleiro que seria uma boa ideia nossa parceria! ...........Pois é Vagabond, estou aqui para ser seu companheiro, estamos juntos!!!!
Interessante, os velejadores acreditam que os barcos tem vida própria, com personalidade e pontos de vista próprios. Acredito que sim, pois com o Mar de Dentro (meu Bruma 19), eu percebia como estava seu humor só de olhar para o barco. Na maioria das vezes estava bem, mas se eu levava muito tempo para colocá-lo em um vento forte ou em uma aventura, ficava brabo!! Ele gosta de velejadas com emoção....
Percebi agora que não será diferente com o Vagabond, um barco com personalidade forte e gostos apurados.
Antes desta postagem, deitei no Vagabond já a noite, e conversei com ele:
¨Veleiro Vagabond, estou aqui para ser seu companheiro, seu novo comandante e amigo. Juntos vamos fazer grandes e lindas velejadas. Você não irá mais ficar aqui parado, vai voltar para o mar aberto e sentir o vento e as ondas que tem por lá. Você precisa de mim, assim como preciso de você. Trocaremos energias, e eu serei um pouco de você, e você será um pouco eu! Precisamos entrar neste acordo, e sei que será benéfico para ambos...entrei em sua vida te comprando, com dinheiro, agora entro na tua vida espiritual te pedindo aceitação a esta parceria, juntos seremos mais felizes, Tá certo, Vagabond???? Creio que no meio do silêncio pode ser ouvido: Tá certo, Luis....vamos velejar!!!
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Maré baixa em Santo André- BA
Em Santo André, na Bahia, a variação da maré pode pegar o velejador e dar um susto. Acordar de manhã e ver seu veleiro adernado, sem vento!!! Na foto o Veleiro Fisker de meus amigos Kerges e Esmeralda foram surpreendidos. Mas é só o susto, logo a maré volta a subir e desencalha seu MJ 38DS.
Baleias Jubarte em Abrolhos
domingo, 5 de outubro de 2014
velejada tranquila de Santo André a Ilhéus, na Bahia
Saída de Camamu, em mar grosso
Janeiro ainda na Bahia
Quem se habilita? Resolvi deixar o Vagabond este verão na Bahia, fazendo o que gosta, velejar....se houver interesse abro o mesmo sistema de divisão de custos que vou fazer em Novembro, para Janeiro! Dá uma olhada no Projeto Bahia em postagem anterior.
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