No Rio Grande do Sul, onde moro, os Clubes náuticos não utilizam poitas.
A poita é um recurso importante para fundeio de barcos, sendo muito utilizado em todo Brasil e no mundo.
Em Salvador elas são feitas de blocos de concreto, de forma piramidal, com aproximadamente 500 kgs.
Acredito que este recurso pode ser utilizado no Rio Grande, onde os ventos fortes de Oeste e Nordeste assustam velejadores, e assim suspeitam da eficiência deste recurso de fundeio.
Há necessidade de experimentarmos poitas no Rio Guaíba, e aferir sua eficiência nestas águas. até quanto de vento ela suporta, e qual peso da embarcação? Bem, eu pretendo fazer testes com este sistema. Vamos ver no que dá...
.....
domingo, 28 de dezembro de 2014
Salvador, passagem de cruzeiristas de todo mundo
Salvador é uma cidade importante para o velejador. Não só pelo fato de ter um bom clima e vento constante, mas pelos encontros com pessoas afins do meio náutico.
Você pode estar lendo o livro do Aleixo Belov, e ver seu barco, o Tres Marias no trapiche, próximo a você.
Em Itaparica, você tem um veleiro Alemão atrás, um Suíço ao lado, e mais atrás, um Austríaco!
É preciso sentir isto, apreciar, e aprender!
Na Ribeira, no Pier Salvador, podemos ver incontáveis escritas de velejadores de todo mundo que por aqui passam e deixam seu registro.
Você pode estar lendo o livro do Aleixo Belov, e ver seu barco, o Tres Marias no trapiche, próximo a você.
Em Itaparica, você tem um veleiro Alemão atrás, um Suíço ao lado, e mais atrás, um Austríaco!
É preciso sentir isto, apreciar, e aprender!
Na Ribeira, no Pier Salvador, podemos ver incontáveis escritas de velejadores de todo mundo que por aqui passam e deixam seu registro.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
O outro lado das velejadas
Chegando a Salvador no final de Outubro, passei alguns dias envolvido em reparos no veleiro, alguns que estavam previstos, outros não. Foram dias de espera e onde acima de tudo temos que ter paciência. Vamos riscando a lista de afazeres, na esperança de não entrar itens novos na lista.
Após este período, recebi meus amigos de Porto Alegre para navegarmos na Baia de Todos os Santos, sendo que alguns itens ainda ficaram pendentes, e outros se apresentaram, como um vazamento de água no motor que nos fez velejar com cuidado para não aquecê-lo.
Reparos e consertos em barcos são corriqueiros, ainda mais quando barco estava a muito tempo sem manutenção, como o Vagabond.
Bom é ver as coisas sendo resolvidas, sendo restauradas e ficando operacionais...tecido transparente do dog house novo, vazamento resolvido, velas restauradas, etc....
Hoje, depois das velejadas com os amigos, passo outro período destes, com nova lista, com pendências anteriores e outras novas. Felizmente não são coisas sérias, mas são pendências que te seguram no trapiche, muitas vezes esperando a boa vontade e profissionalismo de terceiros, situação que muitas vezes nos decepciona.
O velejador mesmo que não queira, se torna um expert em quase tudo que se refere ao barco. Por gosto, ou por necessidade, os velejadores de cruzeiro em algum momento terão que colocar a mão, e não mais aguardar a mão de obra que muitas vezes não existe. Melhor assim.... tanto para seu conhecimento, quanto para seu bolso.
Na navegação a vela, como em tudo na vida, temos o bom, e o ruim. Alegrias e tristezas, sendo que o bom senso e a confiança regulam estes sentimentos opostos, equilibrando nossa alma.
Há que se pensar que tudo na vida é assim, usar e reparar! Talvez não saibamos usar em outras coisas, que talvez seja muito necessário esta regulagem.
Um exemplo são os relacionamentos, será que tudo é bom...tudo é navegar? Ou será que também necessita parar e ajustar, regular....mas quem quer saber disto? Só se quer o melhor das coisas, a parte chata ninguém quer e se questiona se deve ser feito.
A vida é sempre assim, navegar e reparar, yin e yang. Temos que saber se equilibrar nestes opostos.
Após este período, recebi meus amigos de Porto Alegre para navegarmos na Baia de Todos os Santos, sendo que alguns itens ainda ficaram pendentes, e outros se apresentaram, como um vazamento de água no motor que nos fez velejar com cuidado para não aquecê-lo.
Reparos e consertos em barcos são corriqueiros, ainda mais quando barco estava a muito tempo sem manutenção, como o Vagabond.
Bom é ver as coisas sendo resolvidas, sendo restauradas e ficando operacionais...tecido transparente do dog house novo, vazamento resolvido, velas restauradas, etc....
Hoje, depois das velejadas com os amigos, passo outro período destes, com nova lista, com pendências anteriores e outras novas. Felizmente não são coisas sérias, mas são pendências que te seguram no trapiche, muitas vezes esperando a boa vontade e profissionalismo de terceiros, situação que muitas vezes nos decepciona.
O velejador mesmo que não queira, se torna um expert em quase tudo que se refere ao barco. Por gosto, ou por necessidade, os velejadores de cruzeiro em algum momento terão que colocar a mão, e não mais aguardar a mão de obra que muitas vezes não existe. Melhor assim.... tanto para seu conhecimento, quanto para seu bolso.
Na navegação a vela, como em tudo na vida, temos o bom, e o ruim. Alegrias e tristezas, sendo que o bom senso e a confiança regulam estes sentimentos opostos, equilibrando nossa alma.
Há que se pensar que tudo na vida é assim, usar e reparar! Talvez não saibamos usar em outras coisas, que talvez seja muito necessário esta regulagem.
Um exemplo são os relacionamentos, será que tudo é bom...tudo é navegar? Ou será que também necessita parar e ajustar, regular....mas quem quer saber disto? Só se quer o melhor das coisas, a parte chata ninguém quer e se questiona se deve ser feito.
A vida é sempre assim, navegar e reparar, yin e yang. Temos que saber se equilibrar nestes opostos.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Mostra interna do Vagabond
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Cockpit central
Há muitos velejadores apaixonados pelo Cockpit central, como dos Trinidad 37. Aqui no Iate Clube de Aratu o Mon Bien, um belo veleiro de 44 pés com Cockpit central mostra sua robustez, espaço, e segurança. Estes itens fundamentais ao velejador de cruzeiro é oferecido pelos veleiros de Cockpit central.que quase nunca é invadido pelas ondas, sejam pela proa ou popa. Alguns querem velocidade, outros segurança e conforto, e neste caso estes veleiros são uma bela opção.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
A.R.A. Libertad
Tinha estas fotos da Fragata escola Argentina ARA Libertad que esteve em Salvador final de Agosto. Muito bonita, surpreende pelo tamanho e detalhes de organização.
Navios de Turismo
Salvador é uma parada obrigatória aos grandes navios de turismo. Os motivos são vários, mas poderia citar como principais: Local bonito, parada próxima a pontos turísticos como o mercado publico, pelourinho, etc..., clima muito bom, entre outros.
Mas quando estava caminhando nas proximidades do navio, me surpreendi com a grande quantidade de pessoas na terceira idade que participam destes cruzeiros. Muito bom, quer dizer que as pessoas com mais idade estão curtindo.
Mas me pergunto também....por que?
Será que somente pessoas com mais idade gostam de navios?
Ou....
As pessoas passam suas vidas sem curtir, viajar e querem aproveitar antes que a vida termine?
Os casais estão se dando um presente, talvez como aniversário de bodas de ouro ou algo semelhante?
Querem tirar o atrasado?
Só faltou fazer isto, o resto já fizeram?
Sei lá, mas é de se pensar....
este mercado de turismo se dá por motivos que a configuração de nossa sociedade permite.
parece que as pessoas ficaram em dividas consigo e estão em busca de um resgate. As vezes um resgate tardio, pois muitos já foram e nem tiveram tempo para uma navegação pelo oceano.
Mas não deveríamos viajar antes? Ou pessoas mais novas não gostam de navios? Será que não tem Wi-Fi?
Somente para reflexão!
Não vamos deixar para o final o que é bom fazer na vida cedo.
Mas quando estava caminhando nas proximidades do navio, me surpreendi com a grande quantidade de pessoas na terceira idade que participam destes cruzeiros. Muito bom, quer dizer que as pessoas com mais idade estão curtindo.
Mas me pergunto também....por que?
Será que somente pessoas com mais idade gostam de navios?
Ou....
As pessoas passam suas vidas sem curtir, viajar e querem aproveitar antes que a vida termine?
Os casais estão se dando um presente, talvez como aniversário de bodas de ouro ou algo semelhante?
Querem tirar o atrasado?
Só faltou fazer isto, o resto já fizeram?
Sei lá, mas é de se pensar....
este mercado de turismo se dá por motivos que a configuração de nossa sociedade permite.
parece que as pessoas ficaram em dividas consigo e estão em busca de um resgate. As vezes um resgate tardio, pois muitos já foram e nem tiveram tempo para uma navegação pelo oceano.
Mas não deveríamos viajar antes? Ou pessoas mais novas não gostam de navios? Será que não tem Wi-Fi?
Somente para reflexão!
Não vamos deixar para o final o que é bom fazer na vida cedo.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Madre de Deus
Ilha Madre de Deus, na Baia de Todos os Santos, um lugar a ser apreciado. Já nos dá boas vindas com esta belíssima igreja na beira do mar. Em cantos mais escondidos, as Saveiros tradicionais da Bahia se preparam para mais um dia de trabalho. E o Vagabond por lá, registrando estas imagens cedidas pelo fiel primeiro imediato José Antônio Camaratta.
Um Anjo?
Bem, quando comprei meu primeiro veleiro, o Mar de Dentro, aconteceu algo interessante na minha primeira velejada com o antigo proprietário Marcio e mais um amigo, o Tomé: fomos surpreendidos com a presença de um pombo.Este logo na saída do clube entrou na cabine do barco e somente saiu ao término do passeio, no retorno ao clube. Agora com o Vagabond aconteceu algo semelhante, este pássaro pousou no tope do mastro e ficou quase toda velejada lá, assistindo o passeio. Eu sei que não são raros estas companhias em veleiros, mas se tratando de que nos dois casos foram na compra de barco novo, e sempre na primeira velejada, me faz pensar....serão anjos? Espero que sim, mesmo se forem somente um pássaro, acredito ser sinal de boa sorte.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Solitário
Hoje fiz a estréia com o Vagabond em solitário. Foi de Itaparica ao Iate Clube de Aratu. Um desafio que foi marcado por um contra vento de 12 a 15 nós. Cambei apenas duas vezes, e não houve dificuldades nas manobras. Velejada tranquila onde o Vagabond me deixava sair do timão para beber, ou fazer outra atividade sem usar piloto automático. No canal de Aratu, com vento de cara, liguei motor pois cambar 25 vezes seria demais. Saindo do canal, novamente vela até o Iate Clube...Minhas maiores dificuldades foram a retirada da Ancora em Itaparica e caçar a poita em Aratu, com sucesso na terceira tentativa. No mais, hoje ganhei o certificado do Veleiro em navegação Solo.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Corrida de Saveiros
Aconteceu neste Domingo, dia 07, uma tradicional CORRIDA DE SAVEIROS com saída em Itaparica. Muito interessante ver estes barcos em ação, com um patilhão para manter orça, , mastros de 8 metros, 8 tripulantes e trapézio para fazer bordo. O evento acontecia junto com o campeonato Bahiano de Vela de Oceano, com uma diferença: enquanto os veleiros modernos panejavam m um mar sem vento, os Saveiros saíram mais tarde, em uma hora de vento melhor. É o conhecimento e a tradição que fazem destes navegadores experts em ventos, marés e vela. Notei também muitos rituais, bom astral e companheirismo nestes velejadores.
sábado, 6 de dezembro de 2014
Campeonato Bahiano de Vela de Oceano
Hoje estou em Itaparica-BA onde está acontecendo o Campeonato Bahiano de vela de oceano nos dias 6, 7 e 8 de Dezembro. Presença do Veleiro Bola 7, um Hanse 575. A imagem fala por si....
Curiosa forma de pintar o casco
Em Itaparica assisti a foma curiosa que o Comandante Armando do Trinidad 37 Excalibur pintava seu casco.Escorado em um muro, preso pela adriça da mestre em um coqueiro, com 3 pneus para proteção, o Comandante esperou a maré baixar, pintou seu casco, e na entrada da maré alta seu trabalho já estava concluído. Sem guinchos guindastes etc....Muito eficiente!
Morro de São Paulo e Gamboa
Distante 30 milhas do Farol de Salvador em sentido sul, Morro de São Paulo é um dos locais mais procurados pelos turistas e moradores de Salvador e arredores. Para o velejador, a visão do Morro é fácil já pela metade do trajeto desde Salvador. Na entrada, deixamos o Morro a Bombordo e já podemos ver o trapiche de desembarque com vários barcos que fazem translado para vários locais. Um velejador de Gamboa se referiu a Morro de S. Paulo como " A Babilônia", e realmente temos esta impressão ao desembarcarmos com uma lancha comercial após deixarmos o Vagabond em Gamboa. Um portão de entrada impressiona logo na chegada. Em suas ruas muitos turistas apreciam a grande quantidade de lojas, restaurantes e sorveterias. Minha impressão é de um Shopping a céu aberto onde adoradores do consumo vão encontrar um oásis com muitas opções. Mais adiante, subindo e descendo ladeiras, encontramos praias muio bonitas com bares e piscinas entre recifes e pedras e corais. Vale a pena conhecer Morro de São Paulo pelas suas praias e água limpa.
Passando Morro de São Paulo, vemos um local onde houve um deslizamento, ficando exposto uma argila que chega até o mar. Esta argila é considerada medicinal para a pele, assim é uma parada certa para turistas em busca de um esfoliante natural.
Seguindo adiante, chegamos em Gamboa, onde tem uma quantidade muito grande de poitas e barcos ancorados. Considerei este lugar como o mais técnico e complicado lugar para fundear. Os ventos e as correntes brigam e os barcos não ficam alinhados pelo vento ou pela corrente, eles chegam a ficar em sentidos contrários, um obedecendo o vento, outro ao lado obedecendo a corrente. No mesmo dia tive 2 problemas neste fundeio, sendo que em uma das vezes a popa de uma escuna bateu na popa do Vagabond jogando nossa boia para a água. Há de se ter muito cuidado com fundeio em Gamboa.
A dificuldade de fundeio é compensada pelo local muito bonito, povo hospitaleiro e uma cidade muito simpática. Ficamos com uma ótima impressão deste local, e me deixou com vontade de voltar.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Tenab- Terminal Náutico da Bahia
O Vagabond pernoitou duas vezes nesta semana no TENAB- Terminal Náutico a Bahia. Na primeira vez escolhemos o local pela proximidade com Mar aberto, pois no outro dia velejamos para Morro de São Paulo, distante 30 milhas do Farol da Barra. Neste caso, o Tenab nos atendeu muito bem, ficamos em uma poita de um barco que nos informaram que não aparecia a muito tempo. Desta forma, somente pagamos uma taxa de desembarque de R$ 20,00 com direito a banho quente, local abrigado e na frente do elevador Lacerda e do Mercado púbico. É uma forma de chegar literalmente ao centro de Salvador de veleiro, com direito a passeio no pelourinho e curtir a batucada do Olodum.
Para parar no trapiche o custo é maior, e a atracação é mais técnica, onde o barco encosta de popa e precisa fincar ancora na proa para manter o barco estável, em linha reta.
No retorno de Morro de São Paulo repetimos o pernoite, e novamente ficamos satisfeitos com a escolha.
Há! Muita atenção na aproximação que tem muitos navios, escunas, lanchas, etc...não dá para bobear que passam por cima.
Para parar no trapiche o custo é maior, e a atracação é mais técnica, onde o barco encosta de popa e precisa fincar ancora na proa para manter o barco estável, em linha reta.
No retorno de Morro de São Paulo repetimos o pernoite, e novamente ficamos satisfeitos com a escolha.
Há! Muita atenção na aproximação que tem muitos navios, escunas, lanchas, etc...não dá para bobear que passam por cima.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
De volta
Nosso blog ficou um período sem novas postagens por conta de imprevistos e navegadas que demos para Morro de São Paulo, Ilha do Medo, Salinas aos quais tivemos dificuldade de acesso a internet e telefonia. Estarei nos próximos dias contado estas velejadas e as situações inusitadas e curiosas que passamos. Uma conto agora......
Meu grande amigo José Antônio Camaratta fez o que alguns diriam ser impossível: estava pescando com carretilha de espera no veleiro e pescou a própria camisa que caiu do veleiro sem que ele visse! Já imaginaram a probabilidade estatística de isto acontecer??? Uma camisa cai e prende em um anzol a 70 metros de distância do barco!!!!
Bem, estas e outras serão contadas na sequência, aguardem.
Meu grande amigo José Antônio Camaratta fez o que alguns diriam ser impossível: estava pescando com carretilha de espera no veleiro e pescou a própria camisa que caiu do veleiro sem que ele visse! Já imaginaram a probabilidade estatística de isto acontecer??? Uma camisa cai e prende em um anzol a 70 metros de distância do barco!!!!
Bem, estas e outras serão contadas na sequência, aguardem.
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