Dia 30, me desloquei da Baia de Aratu para Itaparica em mais uma velejada solo.Vento bom, na faixa de 10, 12 nós de alheta, naveguei somente de genoa tendo como rumo o por do sol.
Navegada tranquila, onde no meio da Baia de Todos os Santos percebi um local com ondas desencontradas que parecia um local raso, mas tinha mais de 20 metros de profundidade. Acredito ser um encontro de águas, somados ao vento. Em seguida mudou, com ondas menores e com melhor orientação deixando o veleiro mais estável.
Quando cheguei, o sol me disse: - Posso ir? Já está seguro? E se foi deixando entrar uma noite estrelada, fui dormir cansado!
Dia 31 mergulhei para raspar o fundo do casco, que já estava com muitas cracas. O interessante foi ver um pequeno cardume de peixes esperarem o resultado de minhas raspagens e fazer seu almoço.
Na Marina de Itaparica tem um local muito bom para ver peixes, um local alto onde neste dia tinha uma cardume de tainhas e outro de barracudas. Uma tainha foi atacada por uma barracuda, perdendo sua cauda. Uma outra da mesma espécie veio a seu socorro, ficando por alguns momentos embaixo da ferida, aparentemente não deixando-a ir para o fundo. Mas foi em vão...as barracudas atacaram novamente de forma muito voraz, deixando somente a cabeça, que foi também devorada por uma maior. É o ciclo da natureza!
Ainda na tarde, fui convidado pelo Brenno do veleiro Yo Ya a passar o ano novo com eles a bordo do Acauã dos também gaúchos Weber e Miriam. Ao todo estávamos de oito no Brasilia 32. Uma excelente recepção, com drinks, bastante cerveja, e uma farta ceia de ano novo. Logo após a queima de fogos, chegaram para entrarmos 2015 com chave de ouro, o Nelson e a Lucia, do Veleiro Avoante muito conhecidos pelo seu blog, Diário do Avoante.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
domingo, 28 de dezembro de 2014
A poita
No Rio Grande do Sul, onde moro, os Clubes náuticos não utilizam poitas.
A poita é um recurso importante para fundeio de barcos, sendo muito utilizado em todo Brasil e no mundo.
Em Salvador elas são feitas de blocos de concreto, de forma piramidal, com aproximadamente 500 kgs.
Acredito que este recurso pode ser utilizado no Rio Grande, onde os ventos fortes de Oeste e Nordeste assustam velejadores, e assim suspeitam da eficiência deste recurso de fundeio.
Há necessidade de experimentarmos poitas no Rio Guaíba, e aferir sua eficiência nestas águas. até quanto de vento ela suporta, e qual peso da embarcação? Bem, eu pretendo fazer testes com este sistema. Vamos ver no que dá...
.....
A poita é um recurso importante para fundeio de barcos, sendo muito utilizado em todo Brasil e no mundo.
Em Salvador elas são feitas de blocos de concreto, de forma piramidal, com aproximadamente 500 kgs.
Acredito que este recurso pode ser utilizado no Rio Grande, onde os ventos fortes de Oeste e Nordeste assustam velejadores, e assim suspeitam da eficiência deste recurso de fundeio.
Há necessidade de experimentarmos poitas no Rio Guaíba, e aferir sua eficiência nestas águas. até quanto de vento ela suporta, e qual peso da embarcação? Bem, eu pretendo fazer testes com este sistema. Vamos ver no que dá...
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Salvador, passagem de cruzeiristas de todo mundo
Salvador é uma cidade importante para o velejador. Não só pelo fato de ter um bom clima e vento constante, mas pelos encontros com pessoas afins do meio náutico.
Você pode estar lendo o livro do Aleixo Belov, e ver seu barco, o Tres Marias no trapiche, próximo a você.
Em Itaparica, você tem um veleiro Alemão atrás, um Suíço ao lado, e mais atrás, um Austríaco!
É preciso sentir isto, apreciar, e aprender!
Na Ribeira, no Pier Salvador, podemos ver incontáveis escritas de velejadores de todo mundo que por aqui passam e deixam seu registro.
Você pode estar lendo o livro do Aleixo Belov, e ver seu barco, o Tres Marias no trapiche, próximo a você.
Em Itaparica, você tem um veleiro Alemão atrás, um Suíço ao lado, e mais atrás, um Austríaco!
É preciso sentir isto, apreciar, e aprender!
Na Ribeira, no Pier Salvador, podemos ver incontáveis escritas de velejadores de todo mundo que por aqui passam e deixam seu registro.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
O outro lado das velejadas
Chegando a Salvador no final de Outubro, passei alguns dias envolvido em reparos no veleiro, alguns que estavam previstos, outros não. Foram dias de espera e onde acima de tudo temos que ter paciência. Vamos riscando a lista de afazeres, na esperança de não entrar itens novos na lista.
Após este período, recebi meus amigos de Porto Alegre para navegarmos na Baia de Todos os Santos, sendo que alguns itens ainda ficaram pendentes, e outros se apresentaram, como um vazamento de água no motor que nos fez velejar com cuidado para não aquecê-lo.
Reparos e consertos em barcos são corriqueiros, ainda mais quando barco estava a muito tempo sem manutenção, como o Vagabond.
Bom é ver as coisas sendo resolvidas, sendo restauradas e ficando operacionais...tecido transparente do dog house novo, vazamento resolvido, velas restauradas, etc....
Hoje, depois das velejadas com os amigos, passo outro período destes, com nova lista, com pendências anteriores e outras novas. Felizmente não são coisas sérias, mas são pendências que te seguram no trapiche, muitas vezes esperando a boa vontade e profissionalismo de terceiros, situação que muitas vezes nos decepciona.
O velejador mesmo que não queira, se torna um expert em quase tudo que se refere ao barco. Por gosto, ou por necessidade, os velejadores de cruzeiro em algum momento terão que colocar a mão, e não mais aguardar a mão de obra que muitas vezes não existe. Melhor assim.... tanto para seu conhecimento, quanto para seu bolso.
Na navegação a vela, como em tudo na vida, temos o bom, e o ruim. Alegrias e tristezas, sendo que o bom senso e a confiança regulam estes sentimentos opostos, equilibrando nossa alma.
Há que se pensar que tudo na vida é assim, usar e reparar! Talvez não saibamos usar em outras coisas, que talvez seja muito necessário esta regulagem.
Um exemplo são os relacionamentos, será que tudo é bom...tudo é navegar? Ou será que também necessita parar e ajustar, regular....mas quem quer saber disto? Só se quer o melhor das coisas, a parte chata ninguém quer e se questiona se deve ser feito.
A vida é sempre assim, navegar e reparar, yin e yang. Temos que saber se equilibrar nestes opostos.
Após este período, recebi meus amigos de Porto Alegre para navegarmos na Baia de Todos os Santos, sendo que alguns itens ainda ficaram pendentes, e outros se apresentaram, como um vazamento de água no motor que nos fez velejar com cuidado para não aquecê-lo.
Reparos e consertos em barcos são corriqueiros, ainda mais quando barco estava a muito tempo sem manutenção, como o Vagabond.
Bom é ver as coisas sendo resolvidas, sendo restauradas e ficando operacionais...tecido transparente do dog house novo, vazamento resolvido, velas restauradas, etc....
Hoje, depois das velejadas com os amigos, passo outro período destes, com nova lista, com pendências anteriores e outras novas. Felizmente não são coisas sérias, mas são pendências que te seguram no trapiche, muitas vezes esperando a boa vontade e profissionalismo de terceiros, situação que muitas vezes nos decepciona.
O velejador mesmo que não queira, se torna um expert em quase tudo que se refere ao barco. Por gosto, ou por necessidade, os velejadores de cruzeiro em algum momento terão que colocar a mão, e não mais aguardar a mão de obra que muitas vezes não existe. Melhor assim.... tanto para seu conhecimento, quanto para seu bolso.
Na navegação a vela, como em tudo na vida, temos o bom, e o ruim. Alegrias e tristezas, sendo que o bom senso e a confiança regulam estes sentimentos opostos, equilibrando nossa alma.
Há que se pensar que tudo na vida é assim, usar e reparar! Talvez não saibamos usar em outras coisas, que talvez seja muito necessário esta regulagem.
Um exemplo são os relacionamentos, será que tudo é bom...tudo é navegar? Ou será que também necessita parar e ajustar, regular....mas quem quer saber disto? Só se quer o melhor das coisas, a parte chata ninguém quer e se questiona se deve ser feito.
A vida é sempre assim, navegar e reparar, yin e yang. Temos que saber se equilibrar nestes opostos.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Mostra interna do Vagabond
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Cockpit central
Há muitos velejadores apaixonados pelo Cockpit central, como dos Trinidad 37. Aqui no Iate Clube de Aratu o Mon Bien, um belo veleiro de 44 pés com Cockpit central mostra sua robustez, espaço, e segurança. Estes itens fundamentais ao velejador de cruzeiro é oferecido pelos veleiros de Cockpit central.que quase nunca é invadido pelas ondas, sejam pela proa ou popa. Alguns querem velocidade, outros segurança e conforto, e neste caso estes veleiros são uma bela opção.
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